Tráfego pago para imobiliária: guia com 3 cases reais
Tráfego pago para imobiliária é uma forma de gerar novos contatos sem depender apenas de portais imobiliários, indicações ou placas. Quando a captação vem só dessas fontes, surge um problema comum: o mesmo cliente que entra em contato com a sua imobiliária costuma estar conversando com outros três ou quatro corretores ao mesmo tempo.
Com os anúncios, a imobiliária passa a atrair pessoas diretamente para o próprio atendimento, além de acompanhar quanto foi investido, quantos contatos foram gerados e quantos deles avançaram até a venda.
Neste artigo, você vai entender como o tráfego pago para imobiliária funciona, quanto investir e quais campanhas fazem sentido para cada situação. Você também verá 3 cases reais da AGL, incluindo uma imobiliária que gerou R$ 5,5 milhões em VGV em nove meses de 2025 e, em 2026, chegou a R$ 3,8 milhões em apenas três meses. No fim, mostramos o passo a passo da campanha que usamos.
Conteúdo
O que é tráfego pago e por que imobiliárias dependem cada vez mais dele
Cada vez mais imobiliárias utilizam o tráfego pago para apresentar imóveis a pessoas com potencial de compra. Na prática, a imobiliária escolhe o imóvel que deseja divulgar, define quanto quer investir e direciona o anúncio para um objetivo específico, como:
- receber mensagens no WhatsApp;
- captar contatos por meio de um formulário;
- levar pessoas até a página do empreendimento.
A principal diferença está no controle dos contatos.
No portal, o cliente encontra diversas imobiliárias anunciando imóveis semelhantes. Por isso, é comum que ele envie mensagens para diferentes corretores e receba várias abordagens ao mesmo tempo.
Já nos anúncios próprios, a dinâmica é diferente. A pessoa entra diretamente no atendimento da sua imobiliária, e esse contato passa a fazer parte da sua base, podendo ser acompanhado pela equipe comercial.
Esse contato é chamado de lead. Uma pessoa que demonstrou interesse em um imóvel e forneceu algum dado, como nome, telefone ou e-mail, para receber atendimento.
Outra vantagem é acompanhar os resultados com mais clareza. A imobiliária consegue saber:
- quanto foi investido em anúncios;
- quantos leads foram gerados;
- qual foi o custo médio por lead;
- quais campanhas geram mais oportunidades.
Meta Ads ou Google Ads para imobiliária: qual escolher?
Meta Ads e Google Ads podem gerar bons resultados para imobiliárias, mas cada plataforma atende objetivos diferentes. A escolha depende principalmente do tipo de imóvel, do momento da campanha e do comportamento do público que você deseja alcançar.
Quando o Meta Ads funciona melhor
O Meta Ads é a plataforma usada para anunciar no Instagram e no Facebook. Ele funciona muito bem quando a imobiliária quer apresentar um imóvel para pessoas que têm o perfil de compra, mas que ainda não estavam procurando diretamente. É o caso de lançamentos, imóveis de entrada e novos empreendimentos — exatamente o cenário do caso real que apresentamos mais adiante. Enquanto navega pelo Instagram ou Facebook, a pessoa pode encontrar um anúncio mostrando fotos, vídeos, localização e outros diferenciais do imóvel.
A plataforma oferece diferentes objetivos de campanha para cada estratégia de divulgação. Se quiser entender melhor como cada um funciona, consulte a página oficial da Central de Ajuda da Meta para Empresas sobre os objetivos de campanha.

Quando o Google Ads funciona melhor
O Google Ads alcança pessoas que já estão pesquisando por um imóvel ou por uma característica específica. Nesses casos, a pessoa já demonstrou uma intenção mais clara de compra. O papel do anúncio é colocar a sua imobiliária entre os resultados encontrados durante a pesquisa. Por isso, o Google Ads pode funcionar bem para imóveis de alto padrão, bairros específicos e regiões onde já existe procura.

É possível usar as duas plataformas?
Quando existe verba suficiente, Meta Ads e Google Ads podem trabalhar juntos. Um canal apresenta o imóvel e desperta o interesse, enquanto o outro alcança pessoas que já estão pesquisando. Com um orçamento mais baixo, normalmente é melhor começar por uma plataforma, gerar dados e entender o comportamento do público antes de dividir o investimento.
Quanto investir em tráfego pago para imobiliária
Não existe um valor único para começar. O investimento ideal depende do tipo de imóvel, da região, da concorrência, do público e da quantidade de contatos que a imobiliária deseja gerar.
Um dos principais indicadores para fazer esse cálculo é o CPL (Custo por Lead), que representa quanto foi investido, em média, para gerar cada novo contato. Com essa informação, fica mais fácil estimar o volume de leads que uma campanha pode gerar. Por exemplo, se uma imobiliária investir R$ 3 mil e o custo médio por lead for de R$ 15, a expectativa é gerar aproximadamente 200 contatos.
Além disso, é importante lembrar que as plataformas precisam de um período inicial para identificar quais perfis têm maior probabilidade de preencher um formulário ou iniciar uma conversa. Durante essa fase, elas testam diferentes públicos e aprendem com os resultados para otimizar a entrega dos anúncios.
Outro ponto importante é separar duas despesas:
- Investimento em anúncios: valor pago diretamente ao Google ou à Meta.
- Gestão das campanhas: valor pago ao profissional ou à agência responsável por criar, acompanhar e otimizar os anúncios.
Para entender melhor essa diferença, veja também nosso conteúdo sobre quanto custa um gestor de tráfego pago.
Faixas de investimento por porte de operação
Como ponto de partida, estas são as faixas de investimento mensal em anúncios que costumamos ver funcionar bem no mercado imobiliário:
- Imobiliária de menor porte: entre R$ 3 mil e R$ 10 mil por mês;
- Imobiliária de médio porte: entre R$ 10 mil e R$ 20 mil por mês;
- Imobiliária de grande porte: acima de R$ 20 mil por mês.
Essas faixas são uma referência, não uma regra. O que realmente define o valor não é o tamanho da empresa, mas a quantidade de imóveis em carteira, o número de corretores disponíveis para atender e o volume de vendas que a imobiliária quer alcançar.
Não confunda essas faixas com o mínimo por campanha. No Meta Ads, trabalhamos com pelo menos R$ 20 por dia em cada campanha, cerca de R$ 600 por mês. Abaixo disso, a entrega trava no leilão, e a campanha demora a sair da fase de aprendizado.
Vale considerar também a capacidade de atendimento. Não adianta gerar 300 contatos por mês se a equipe consegue atender bem apenas 100. Nesse cenário, aumentar o investimento não aumenta as vendas — apenas gera mais contatos sem retorno.
Como referência, no caso real que vamos apresentar a seguir, foram investidos R$ 55.424,13 para gerar 3.522 leads.
O cálculo foi:
- R$ 55.424,13 ÷ 3.522 leads = aproximadamente R$ 15,74 por contato;
- R$ 55.424,13 ÷ 13 vendas = aproximadamente R$ 4.263 investidos em anúncios por imóvel vendido.
Colocando esse valor em perspectiva: com um ticket médio próximo de R$ 426 mil no período, o investimento em anúncios representou cerca de 1% do valor de cada imóvel vendido. Houve imóveis acima e abaixo dessa média, mas a proporção se manteve nessa faixa ao longo dos nove meses.
Vale reforçar que esse percentual considera apenas o valor pago às plataformas de anúncio. A gestão das campanhas é uma despesa separada, como explicamos acima.
Esses valores pertencem a uma operação específica e não devem ser interpretados como uma promessa de resultado. Cada imobiliária terá custos diferentes.
Case 1: R$ 5,5 milhões em VGV com R$ 55 mil investidos
Este é um caso real de um cliente da AGL: uma imobiliária que atua em Curitiba, com foco em lançamentos.
Os resultados foram registrados entre abril e dezembro de 2025, totalizando nove meses de operação. Portanto, os números não representam um ano completo.
- Investimento em anúncios: R$ 55.424,13
- Valor dos imóveis vendidos (VGV): R$ 5.536.322,83
- Retorno sobre o investimento em anúncios (ROAS): aproximadamente R$ 100 em vendas para cada R$ 1 investido
Um cuidado na leitura: VGV é o valor total dos imóveis vendidos, não o faturamento da imobiliária. A receita dela é a comissão sobre esse valor. O ROAS aqui mostra a escala das vendas geradas pelos anúncios, não o lucro da operação.
A atribuição das vendas ao investimento em anúncios foi possível graças ao CRM da imobiliária. Nele, cada contato é registrado com a sua origem — Meta Ads, Google Ads, portal, indicação, entre outras. É esse registro que permite separar o que veio dos anúncios do que veio de outros canais.

Durante o período, o caminho entre os anúncios e as vendas foi o seguinte:
- 3.522 pessoas demonstraram interesse e deixaram seus dados;
- 674 pessoas tinham perfil compatível com os imóveis;
- 65 pessoas foram consideradas oportunidades reais de negociação;
- 13 imóveis foram vendidos.
Mas o mais importante não é o volume de contatos. O ponto principal é entender que nem toda pessoa que preenche um formulário está pronta para comprar.
Dos 3.522 contatos gerados, 13 se transformaram em vendas. Isso representa uma conversão aproximada de 0,4% entre o primeiro contato e a compra. Na prática, foram necessários cerca de 270 contatos para cada imóvel vendido.
Esse número pode parecer alto quando olhado isoladamente, mas ele é consequência da estratégia. Como o custo por contato ficou baixo, a campanha gerou volume — e a qualificação aconteceu depois, dentro do processo comercial. A leitura mais reveladora do funil está no final dele: das 65 negociações reais, 13 viraram venda, ou seja, uma a cada cinco.
Em imóveis, o processo de decisão costuma ser longo e envolver várias conversas, visitas e análises. Por isso, o resultado não depende apenas da quantidade de leads: depende também da forma como a equipe comercial trabalha esses contatos ao longo do tempo.
Sua imobiliária investe em anúncios e não sabe quantas vendas vieram dali?
Analiso a sua conta e a sua captação do mesmo jeito que fizemos no caso acima: de onde vêm os contatos, o que está travando o resultado e o que precisa mudar.
Quero um diagnóstico gratuitoCase 2: incorporadora vendeu um imóvel de R$ 850 mil com menos de R$ 5 mil em anúncios
Este é outro cliente da AGL: uma incorporadora que vendeu um imóvel de R$ 850 mil investindo menos de R$ 5 mil em anúncios. No vídeo abaixo, mostro a estratégia de remarketing aplicada nessa campanha. Remarketing é exibir novos anúncios para quem já demonstrou interesse no imóvel, mas ainda não entrou em contato — explicamos melhor na seção tipos de campanha.
Nesse caso, o imóvel anunciado foi um sobrado pronto para morar, e a venda aconteceu após cerca de dois meses de campanha. É um bom exemplo de que o resultado nem sempre aparece no mesmo mês em que o investimento é feito: o contato entra hoje e a venda pode ser fechada semanas ou meses depois.
É um caso diferente do Case 1, mas utiliza o mesmo tipo de processo que aplicamos nas operações de tráfego pago da AGL.
Case 3: a mesma imobiliária em 2026, R$ 3,8 milhões em três meses
Este é o mesmo cliente do Case 1, agora em 2026. Em três meses, a imobiliária somou R$ 3,8 milhões em VGV com cerca de R$ 30 mil investidos em anúncios no Meta Ads. São aproximadamente R$ 127 em vendas para cada R$ 1 investido.
Na comparação com 2025, o investimento mensal subiu de cerca de R$ 6 mil para R$ 10 mil. O VGV por mês foi de aproximadamente R$ 615 mil para R$ 1,27 milhão. Mais verba não explica sozinha essa diferença: a operação chegou a 2026 com o funil já ajustado e a equipe comercial acostumada ao volume de contatos.
No vídeo abaixo, mostro a configuração dessa campanha tela por tela. Se preferir ler, o passo a passo completo está mais adiante neste artigo.
Como em qualquer case, os números pertencem a uma operação específica e não são uma promessa de resultado para a sua imobiliária.
Tipos de campanha que usamos para imobiliárias e incorporadoras
Não existe apenas uma maneira de anunciar imóveis. O formato da campanha deve ser escolhido de acordo com o empreendimento, o público e a estrutura de atendimento da imobiliária. Na prática, três tipos de campanha aparecem com frequência nas operações de imobiliárias e incorporadoras.
Campanha com formulário
Nesse formato, a pessoa encontra o anúncio no Instagram ou no Facebook e preenche um formulário sem sair do aplicativo. Nome, telefone e e-mail aparecem preenchidos com os dados da conta, o que facilita o envio.
Perguntas de qualificação, como faixa de valor, região ou se o imóvel é para morar ou investir, dão contexto ao corretor antes da primeira conversa. É o formato que usamos nos cases deste artigo. O passo a passo completo está logo abaixo.
Campanha para WhatsApp
Na campanha para WhatsApp, o anúncio leva a pessoa diretamente para uma conversa com a imobiliária ou com o corretor responsável. Esse formato reduz etapas e facilita o contato, principalmente quando a equipe consegue responder rapidamente. Em operações com vários corretores, também é possível usar uma automação para distribuir os contatos entre a equipe.
Anúncios para quem já demonstrou interesse
Algumas pessoas visitam a página do imóvel, assistem ao vídeo ou analisam as fotos, mas ainda não entram em contato. Nesses casos, é possível exibir novos anúncios para esse mesmo público, reforçando o empreendimento ou destacando outras informações importantes.
Essa estratégia é conhecida como remarketing. Ela é semelhante ao que acontece quando você visita a página de um produto e, depois, continua vendo anúncios dele em outros sites ou nas redes sociais.
No mercado imobiliário, o remarketing pode ser usado para apresentar novamente:
- fotos e vídeos do imóvel;
- condições de pagamento;
- informações sobre localização;
- detalhes que não apareceram no primeiro anúncio;
- um convite mais direto para conversar com um corretor.
Como montamos a campanha de tráfego pago para imobiliária, passo a passo
Esta é a estrutura de campanha com formulário no Meta Ads que usamos no Case 3. Não é a única que funciona, mas é a que mais aplicamos em lançamentos e imóveis de entrada, onde o volume de contatos pesa no resultado.
1. Campanha: objetivo de leads e orçamento mínimo
No Gerenciador de Anúncios, crie a campanha com o objetivo Leads. Use o orçamento no nível da campanha, em que o Meta distribui a verba entre os conjuntos conforme o desempenho. Mantenha a estratégia de lance em maior volume, para buscar o máximo de contatos com a verba disponível.
Na nossa experiência, menos de R$ 20 por dia deixa a campanha fraca no leilão, e o aprendizado demora demais. Esse é o piso de cada campanha, não o orçamento ideal da operação.
Padronize os nomes desde o início. Na campanha: construtora, empreendimento, objetivo e data. No conjunto: público e região. No anúncio: um número (AD01, AD02). É esse número que mostra, no CRM, qual anúncio gerou venda, e não só lead.
2. Conjunto de anúncios: formulário, cidade e idade
Em local de conversão, escolha formulários instantâneos. Na meta de desempenho, selecione maximizar o número de leads.
Na localização, anuncie onde está quem tem mais chance de comprar. Normalmente é a cidade do imóvel, com ou sem raio ao redor. Depois, desative a opção de alcançar mais pessoas com probabilidade de responder. Com ela ligada, o Meta entrega para fora da região, e o corretor recebe contato de quem nunca vai visitar o imóvel.
Na idade, trabalhamos com mínimo de 30 ou 35 anos e máximo entre 60 e 65, conforme o imóvel. Gênero fica aberto e o direcionamento detalhado fica sem interesses. Os posicionamentos ficam no Advantage+, ou seja, automáticos.
Um detalhe honesto: no público Advantage+, a idade informada como sugestão não é um limite rígido, e o Meta pode entregar fora dela. A qualificação de verdade acontece no formulário.
3. Formulário: a pergunta que separa curioso de comprador
Como nome, e-mail e telefone chegam preenchidos, enviar o formulário custa um toque. Isso aumenta o volume, mas também facilita o envio por quem clicou sem interesse real. A saída é obrigar uma escolha antes do envio, com uma pergunta de múltipla escolha sobre a faixa de valor:
- até R$ 300 mil;
- de R$ 300 mil a R$ 500 mil;
- acima de R$ 500 mil.
A resposta chega junto com o contato, e o corretor já liga sabendo o que oferecer. Os outros ajustes que fazemos no formulário:
- tipo Mais volume, com a entrega flexível desativada para a estrutura não mudar;
- tela de saudação desligada, para a pessoa cair direto nas perguntas;
- idioma em português do Brasil, porque o formulário pode vir configurado em inglês;
- telefone obrigatório, já que é por ele que o corretor chama no WhatsApp;
- link da política de privacidade da imobiliária, porque você está coletando dados pessoais e a LGPD exige transparência sobre o uso;
- tela final com “Em breve entraremos em contato” e um botão para o Instagram ou para a página do imóvel.
4. Anúncio: vídeo, botão certo e nada automático
No nosso histórico com imobiliárias, anúncio em vídeo tende a performar melhor do que a foto estática do imóvel. Não é regra para toda conta, mas é por onde começamos os testes.
No botão do anúncio, evitamos o “Cadastre-se”, que soa como burocracia. Preferimos “Saiba mais”, “Obter oferta” ou “Pedir cotação”, que pedem menos compromisso de quem ainda está só olhando.
Também desativamos as variações geradas por IA e os aprimoramentos automáticos do criativo, incluindo os comentários relevantes. O vídeo foi feito para aquele imóvel e deve aparecer do jeito que foi aprovado.
5. Depois do lead: CRM e roleta de corretores
Esse é o passo que mais trava resultado. Sem integração, o lead fica parado na Central de Leads do Meta até alguém baixar a planilha. Enquanto isso, o interesse esfria.
O fluxo que usamos é simples. O formulário envia o lead automaticamente para o CRM, e o CRM distribui os contatos entre os corretores numa roleta, que é um rodízio automático. Com a origem registrada, dá para ligar cada venda ao anúncio que a gerou, como fizemos no Case 1.
Os erros mais comuns de imobiliárias que anunciam por conta própria
Criar um anúncio é relativamente simples. O desafio está em fazer com que ele gere contatos com perfil e ajude a equipe comercial a vender. Ao analisar contas de imobiliárias que já anunciaram por conta própria, alguns erros aparecem com frequência. Eles podem aumentar o custo de cada contato, atrair pessoas fora do perfil ou dificultar a avaliação dos resultados.
1. Não dar tempo para a campanha mostrar como ela se comporta
Esse é o erro mais frequente. A campanha roda por uma ou duas semanas, o resultado não aparece como o esperado e os anúncios são desligados ou trocados. O problema é que, nesse período, a plataforma ainda está testando públicos e o ciclo de venda de um imóvel mal começou.
No caso da incorporadora citado acima, a venda aconteceu cerca de dois meses após o início da campanha. Desligar antes disso significa pagar pelo período de aprendizado e não colher o resultado que viria depois.
2. Não registrar a origem dos contatos
Sem registrar de onde veio cada contato, a imobiliária não consegue saber quais vendas nasceram dos anúncios e quais vieram de portal, indicação ou fachada. A decisão de continuar, aumentar ou reduzir o investimento passa a ser tomada no escuro.
No caso apresentado neste artigo, foi justamente o registro da origem dentro do CRM que permitiu ligar as 13 vendas ao investimento em anúncios. Sem esse controle, os mesmos R$ 5,5 milhões existiriam, mas ninguém saberia de onde vieram.
3. Olhar apenas o número total, sem analisar os padrões
É comum acompanhar somente a quantidade de contatos e o custo médio do mês, sem observar qual criativo, qual público ou qual formato gerou os contatos que realmente avançaram na negociação.
Dois anúncios podem ter exatamente o mesmo custo por contato e resultados comerciais completamente diferentes. É a análise desses padrões que permite investir mais no que funciona e reduzir o que apenas gera volume.
4. Deixar o Meta ampliar o público por conta própria
A expansão de localização e os aprimoramentos automáticos do criativo vêm ligados por padrão. Parecem ajudar, mas nas contas de imobiliária que gerenciamos costumam trazer contato de fora da cidade e anúncios exibidos de um jeito que ninguém revisou. Confira essas opções em toda campanha nova.
Portal imobiliário ou tráfego pago próprio: onde o mesmo orçamento rende mais
A pergunta não é qual canal traz mais contato. É quanto custa cada contato em cada um — e se você consegue enxergar esse número.
O portal tem uma vantagem real: quem chega ali já estava procurando imóvel. É contato quente. Mas vem com duas limitações que pesam na conta.
A primeira é a vitrine compartilhada. Seu imóvel aparece ao lado do concorrente, na mesma página, e você não controla como a sua marca é apresentada. O mesmo contato costuma falar com outros três ou quatro corretores.
A segunda é o custo fixo. A mensalidade é a mesma no mês que rendeu quinze contatos e no mês que rendeu três. Você paga pela presença, não pelo resultado.
Há também um padrão que observamos nas contas de imobiliária que gerenciamos, com a origem de cada contato registrada no CRM: o contato vindo de portal costuma se converter em imóveis de ticket mais baixo do que o contato vindo de campanha própria. Não medimos isso em escala de mercado e o perfil da carteira influencia — mas é uma diferença que aparece com frequência suficiente para entrar na conta antes de renovar o plano.
No tráfego pago próprio o anúncio é só seu, e o investimento é variável: você aumenta, reduz, pausa ou troca o imóvel divulgado quando quiser. No Meta Ads, o imóvel aparece antes de a pessoa procurar. No Google Ads, no momento exato da busca. Nos dois casos, você vê quanto custou cada contato.
Antes de renovar o portal, faça a conta. Puxe no CRM quantos contatos ele gerou no último trimestre e divida a mensalidade por esse número. Depois compare com o custo por contato das suas campanhas.
Como referência, no case que mostramos acima o custo ficou em R$ 15,74 por contato. Se o portal estiver muito acima disso e sem melhora na taxa de fechamento, ele não está se pagando — e parte desse orçamento rende mais nas campanhas.
Isso não significa cancelar o portal. Significa que ele precisa se justificar com número, do mesmo jeito que o anúncio se justifica. Sem origem registrada no CRM, essa decisão continua sendo achismo.
Vale a pena contratar uma agência de tráfego pago para imobiliária?
A resposta depende da estrutura e dos objetivos da sua imobiliária.
Se já existe uma pessoa com experiência, tempo para acompanhar as campanhas e capacidade para fazer ajustes frequentes, manter a gestão internamente pode ser uma boa escolha. Por outro lado, contratar uma agência costuma fazer mais sentido quando a equipe precisa dedicar o tempo ao atendimento dos clientes, às visitas e ao fechamento das vendas.
Além de criar as campanhas, uma agência acompanha os resultados, realiza testes, faz otimizações e ajusta a estratégia conforme os dados da operação. Isso permite que a equipe comercial continue focada no que realmente gera vendas.
Independentemente da escolha, é importante ter uma expectativa realista. O tráfego pago gera oportunidades de negócio, mas o resultado também depende da qualidade do atendimento, da velocidade nas respostas e do processo comercial da imobiliária. Também é importante que o investimento seja sustentado pelo tempo necessário para que os contatos amadureçam, já que a venda de um imóvel raramente acontece no mesmo mês do primeiro contato. Essa lógica de maturação vale para qualquer segmento — veja o panorama completo em tráfego pago para empresas.
Se você está avaliando contratar uma agência, veja também nosso conteúdo sobre como escolher a melhor agência de tráfego pago antes de tomar uma decisão.
Qual é o próximo passo para a sua imobiliária?
Se a sua imobiliária já investe em anúncios e o resultado não aparece, ou se você ainda não começou e não sabe por onde, o primeiro passo é entender o que a operação já tem e o que está faltando.
Se preferir conhecer o trabalho antes, veja como a AGL Soluções Digitais trabalha com gestão de tráfego pago.
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No diagnóstico gratuito, analiso as suas campanhas, a forma como os contatos são captados e o acompanhamento até a venda. No final, você recebe um retrato claro das principais oportunidades de melhoria — mesmo que decida seguir sem a gente.
Quero um diagnóstico gratuitoPerguntas frequentes sobre tráfego pago para imobiliária
Quanto custa um lead de imobiliária no Meta Ads?
O valor varia conforme a região, o tipo de imóvel, o público, a concorrência e a qualidade do anúncio. Em um dos nossos casos, o custo médio foi de aproximadamente R$ 15,74 por contato. Esse valor pertence a uma operação específica e não representa uma promessa para outras campanhas.
Qual o investimento mínimo para anunciar imóvel no Meta Ads?
Nas contas que gerenciamos, trabalhamos com pelo menos R$ 20 por dia em cada campanha, cerca de R$ 600 por mês. Esse é o piso técnico para a campanha rodar bem no leilão. O orçamento da operação costuma ser maior e depende de quantos imóveis você anuncia e de quantos contatos a equipe consegue atender.
Tráfego pago funciona para imóveis de alto padrão?
Sim, mas com ajustes. Imóveis de valor mais alto costumam ter um público menor, um processo de decisão mais longo e mais pessoas envolvidas na compra. Na prática, isso significa um custo por contato maior e mais tempo entre o primeiro contato e o fechamento. A comunicação, as imagens, as perguntas de qualificação e o ritmo do atendimento precisam estar ajustados a esse perfil. Vale destacar que o caso apresentado neste artigo é de lançamentos, e não de alto padrão, portanto os custos apresentados aqui não servem como referência para esse segmento.
Em quanto tempo aparecem os primeiros resultados?
Os primeiros contatos podem aparecer nos primeiros dias, mas isso não significa que a campanha já atingiu seu melhor desempenho. No início, a plataforma ainda está testando públicos e anúncios. A venda também leva tempo: no caso da incorporadora citado neste artigo, o imóvel foi vendido cerca de dois meses após o início da campanha. Por isso, avaliar o resultado olhando apenas para o mês corrente costuma levar a conclusões erradas.
Preciso ter site ou landing page para anunciar imóveis?
Não é obrigatório. A imobiliária pode usar formulários do Instagram e do Facebook ou levar a pessoa diretamente ao WhatsApp. Uma página própria pode ser útil quando o empreendimento precisa de mais espaço para apresentar fotos, plantas, localização e condições de pagamento.
Corretor autônomo pode usar as mesmas estratégias?
Sim, mas a estratégia precisa ser adaptada. Um corretor autônomo normalmente trabalha com um orçamento, uma quantidade de imóveis e uma capacidade de atendimento diferentes das de uma imobiliária ou incorporadora.
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